Viver Sem Televisão?
Finanças Pessoais

Viver Sem Televisão?



Faz amanhã 5 semanas que estamos sem televisão em casa. Quer dizer, a televisão está lá, bem como o leitor de vídeo (sim, ainda temos um dinossauro desses) e o leitor de DVD. Estamos é sem serviço pago de televisão, telefone e internet.

Sim, 5 semanas. E ainda não morremos. Ainda não nos "comemos vivos" nem ficámos doidos por não saber o que fazer com tanto tempo livre. Porque afinal, o tempo parece nunca chegar para as coisas que queremos fazer num só dia.

Mas vamos pelo princípio: porque é que estamos sem serviço de televisão?

A principal razão é financeira. Eram cerca de 37 a 39 euros mensais (e isto se não houvessem deslizes de utilização) que estavam francamente a fazer falta ao nosso orçamento mensal para outras coisas mais importantes (como transportes, alimentação, e até mesmo saúde). Já sem falar do consumo de electricidade para manter a box, o router e o telefone sempre ligados...

Eu sei, podíamos ter negociado para que nos baixassem a mensalidade do pacote, sim. Mas talvez não me tenha explicado bem: não era uma questão de apenas querermos pagar menos por um serviço. Era uma questão de termos de fazer mais cortes nas despesas, senão...

Assim, e tendo o prazo de fidelização terminado, tratámos de cancelar o nosso serviço. Reunimos os aparelhos e acessórios, combinámos o dia, e lá foram levantar os aparelhómetros. Sem dores de consiência nem arrependimentos.

No fim liguei a televisão, só para experimentar, e era só estática. Ainda é. E sabe tão bem!... 

E não, não queremos nem sequer apenas os 4 canais nacionais. Sem nada é bem melhor.

Desde então, já consegui ler 2 livros. Eu, que só conseguia ler 1 livro de ponta a ponta nas férias anuais!

Desde então, já conseguimos deitar-nos para dormir pelas 22h ou mais tardar 22h30m, nós, que só nos deitávamos, regra geral, já depois da meia-noite (o que, para levantar às 7h, faz uma grande diferença...).

Desde então, temos noites em que ficamos os dois na cozinha, eu a cozinhar o almoço para o dia seguinte, e o maridão a ler-me as notícias do jornal em voz alta. E depois conversamos sobre o estado da nação. Ou do mundo. Ou apenas do nosso lar.

Sinto que estamos a viver uma vida mais calma, simplesmente porque não está ali, na sala, uma tentação a chamar-nos a cada noite, para depois nos roubar o companheirismo, a comunicação, o sono restaurador, já sem falar do... dinheiro!

Não é a primeira vez que estamos sem televisão. Quando nos casámos, passámos 5 anos sem a dita cuja, e não lhe sentíamos a falta. A sua aquisição e introdução no nosso lar foi assim uma coisa sem jeito, sem nos termos bem apercebido da coisa. E os custos associados com ela foram sendo suportados apenas porque não nos fazia falta, de maneira que só agora, "encostados às cordas", é que decidimos voltar ao estado inicial - Sem TV indefinidamente.

Se nos dá a vontade de uma sessão televisiva?... Sim, e por isso temos ido às bibliotecas uma vez por semana, levantamos DVD's de filmes, séries (como eu gostava de encontrar a "Ana dos cabelos ruivos" ou o "Papá das pernas longas"!!!) ou documentários que queremos ver, e temo-los como reserva, para uma tarde de sábado mais chuvosa ou uma noite mais fria e menos ocupada. Mas já não vivemos debaixo da mesma "escravatura". Além de que, temos tantos livros nas prateleiras à espera da sua oportunidade, que não há falta de entretenimento.

E se mesmo assim ainda sobrar algum tempo livre, temos sempre o jogo de xadrez, estrategicamente colocado na mesa de jantar da sala, preparado para nos lançar um novo desafio.

Bem, só vos digo que ainda bem que fomos forçados a fazer este corte. Há males que vêm, definitivamente, por bem. Este foi um deles.

E que tal fazer a experiência de um ou mais dias sem televisão?...

Cumprimentos, e experimentem!
Ariana




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